terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pugilismo

Se você parar bem pra reparar a vida lembra um lutador de boxe. Ela vem pra cima e você tem que encarar. Não sei bem como ela é com as outras pessoas, mas comigo reparei que ela às vezes usa uma técnica de lutador iniciante. (E o foda é que eu ainda assim dou mole de vez em quando)

Explico melhor. Já reparou na combinação de golpes mais básica dos pugilistas. Jab, jab, direto. Jab, jab, direto. Posso até ouvir um amigo meu que treinou boxe uma época cantando os golpes. O boxeador dá dois socos com a mão que está na frente na guarda, normalmente a esquerda se ele for destro, que em geral tem menos potência. Esses golpes servem principalmente para abrir a defesa do oponente. Em seguida o lutador desfere o direto, que vem em geral com mais força e maior potencial de dano.

Já fui vítima dessa tática mais de uma vez. Com a vida. Não lutando boxe. Duas porradas primeiro. Logo em seguida vem a terceira. O direto. Com força. Acho que estou aprendendo... Levou as duas primeiras? Fecha a guarda porque a terceira vem em seguida. E essa é a que pode te derrubar se você já estiver meio balançado. Ou talvez, o ideal seja melhorar a esquiva. O importante é não cair. E se cair, levantar. E bater de volta. Porque ninguém ganha uma luta ficando o tempo todo na defesa.

19 comentários:

Violeta disse...

gostei. mesmo. é melhor ainda do que eu esperava.
:)

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Que bom, que minha crítica mais rigorosa gostou :)

Beijão pra vc Maricota Violeta Indie

Carlos Henrique disse...

Sem contar determinadas situações que passamos na vida, onde temos que ganhar por nocaute, porque se fizer a contagem dos pontos, já era.

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Verdade, Carlos.. Às vezes não adianta firula. Tem que bater forte..

Abs

Aquarius disse...

Lutar e viver. Por que a vida é tão dura? Tudo é difícil e desafiador. Não gosto disso.

Gostei do texto.

isabella saes disse...

Muitas vezes a luta não precisa nem se concretizar. O problema é que estamos nos acostumando a fazer escolhas de acordo com o que está na cartilha. E consultamos cada vez menos o que eu chamo de "lá dentro". Esse é o grande desafio da vida: ser fiel a você. E não a um modelo que faz com que nos deparemos com lutas nas quais nem sabemos porque entramos...

Suellen Analia disse...

Oi, Gabriel.
Gostei dos seus textos...
E por falar nesse último, por um lado é bom, adquirimos experiência. Temos de lutar por tudo nessa vida... E o melhor, é quando chega no fim e a gente vê que todo esforço, ñ foi em vão.

Um abraço.

Clara disse...

Este post e seus respectivos comentários me remetem a uma memória empoeirada que insiste em martelar enquanto leio: tan. tantantan. tannn tantan. tan tan tannnnnn. Dá pra ter trilha sonora no blog? Sem sombra de dúvida nesse caso seria "Eye of the tiger"!!
Brincadeiras à parte: tem que ser o próprio Balboa da vida real pra aturar sem ser nocauteado. A gente vai ficando melhor com o tempo :-)
Beijos!

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Leleco, aquariano da minha mais alta estima, sem umas pedreiras de vez em quando não tem graça.

Bella, sobre a luta, eu acho que dependendo de como se encare a metáfora ela se concretiza o tempo todo. Fora as porradas que vem sem muita chance de um contra-golpe rápido. Como quando as coisas ficam "fora da ordem natural". Aí vai de cada um buscar lá dentro pra reagir.
E ao mesmo tempo voltamos pro eterno "cada um lê um texto de uma maneira", o que é maravilhoso. bj

Obrigado pela visita Suelen. Seja bem vinda e volte sempre. Concordo muito com você sobre todos esses desafios e dificuldades terem o lado bom de nos fazer crescer.

E Clara, você é uma fanfarrona :P hehehe. Beijos

Jacqueline Sobral disse...

Caramba! Comecei a treinar boxe ONTEM!!! :) E eu saí da aula justamente me perguntando: "Por que, diabo, tenho que começar a socar com a mão esquerda se eu sou destra??" :)

João Vicente disse...

"Mas a vida é uma caixinha de surpresas..." ;)
Pois é, nunca fiz boxe, mas entendo de levar jabs e diretos...
Vou mais longe e posso dizer com CERTEZA, de que quando você dá os dois primeiros jabs, fica mais difícil aceitar que levou o direto... :P
Mas, ao mesmo tempo, o resultado da luta, será SEMPRE o mesmo, terno de linho e outro de pinho. Mas o que REALMENTE importa é continuar no caminho, "na luta" até o último round, até o último direto, sempre mantendo o queixo erguido, não por orgulho, mas pra não estragar o velório...
E poder dizer depois (ou que alguém diga por você) que lutou até o fim, até o último round, que o seu último suspiro não foi para pedir água ou jogar a toalha, mas para dar o último golpe...
O que importa realmente não é o resultado da luta, mas sim COMO você luta...

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Hahaha! Muito bom, Jacquie! Agora você já sabe. Mas com a experiência você vai aprendendo a variar os golpes. Você vai ficar um perigo, hein! rs
Beijos

É J.V... Disse tudo. O mais importante é como se luta.
Grande abraço.

Violeta disse...

Um amigo meu disse algo parecido. A vida dele tava como o mar: ia subindo e subindo e formando uma onda, mas derepente caia toda mexida. A unica coisa que nunca parava de fazer era tentar continuar subindo. Achei bonito.

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Gostei da imagem também.
Bjs

bruna disse...

uma analogia interessante sobre a vida... vou ter q confessar que vc me surpreendeu pivete!

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Obrigado, Traquinas :)

Beijos com saudades

Renata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata disse...

O problema todo é quando você dá os golpes certos e logo depois vem o juiz e levanta a mão do adversário...

Gabriel Cavalcanti da Fonseca disse...

Aí é só mais um golpe dela. O negócio no caso é fazer que nem o Cubano e bater no juiz. Nada de dar uma de botafoguense e ficar resmungando pela derrota ;)

Beijos